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EBEP 2026: GLP-1 pediátrico, IGF-1 discordante e RED-S em Brasília

    Já está confirmado: o EBEP 2026: GLP-1 pediátrico, IGF-1 discordante e RED-S em Brasília acontecerá em 2026. As atividades terão início às 08H, sediadas no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília/DF.

    Encontro Endocrinologia Pediátrica 2026 Brasília SBEM

    O teste do ACTH ainda é necessário para diagnosticar HAC forma não clássica? Nathalia Bordeira Chagas apresenta os dados no segundo dia do 10º EBEP 2026, realizado pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem) e o Departamento de Endrocrinologia Pediátrica— e a pergunta não é retórica. Serviços que investigam hiperandrogenismo em adolescentes com esse protocolo consomem recursos e tempo que a literatura mais recente questiona com evidência crescente.

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    INSCRIÇÕES

    Investimento: R$ 510 e R$ 2.340

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    LOGÍSTICA

    23 de abril de 2026 a 25 de abril
    Centro de Convenções Ulysses Guimarães
    Brasília/DF

    Informações Institucionais

    ENTIDADE RESPONSÁVEL PELO EVENTO:Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem)

    Na mesa de adrenal do mesmo bloco, Sonir Antonini cobre hipertensão endócrina em pediatria com o que fazer e o que não fazer na investigação — diferença prática que separa o endocrinologista pediátrico do clínico geral que recebe o exame alterado sem saber o próximo passo. Rosana Pereira fecha com incidentalomas adrenais em pediatria: achado que aparece com frequência crescente em tomografias feitas por outras indicações e que a maioria dos não especialistas não sabe manejar sem encaminhar.

    Martin Bidlingmaier, da Growth Hormone Research Society, apresenta no segundo dia “IGF-1 em pediatria: da biologia do ensaio à decisão clínica” — e volta no terceiro com “o quebra-cabeça GH-IGF-1: entendendo resultados discordantes na prática clínica”. São duas conferências complementares que endereçam o problema mais frequente no ambulatório de crescimento: o paciente com baixa estatura cujo eixo GH-IGF-1 não conta uma história coerente. Imunoensaios diferentes produzem valores de IGF-1 diferentes para o mesmo soro — dado que a maioria dos laudos laboratoriais não informa e que muda completamente a interpretação do resultado. Quem atende distúrbio de crescimento e nunca discutiu variabilidade interlaboratorial de IGF-1 vai encontrar aqui a informação que explica casos que não fecham.

    Jan Idkowiak, do Birmingham Children’s Hospital, traz metabolômica de esteroides para diagnóstico de doenças adrenais comuns e raras — tecnologia que já está em serviços de referência do Reino Unido e começa a chegar ao Brasil como alternativa à dosagem isolada de 17-OHP e cortisol que o laboratório convencional entrega. A diferença diagnóstica em casos borderline de HAC e em tumores adrenocorticais pediátricos é clinicamente relevante. Na conferência do dia 24, o mesmo Idkowiak apresenta adrenarca prematura — variante benigna ou sinal de alerta metabólico — com dados que desafiam a conduta expectante que ainda é padrão em muitos serviços.

    A mesa “análogos do GLP-1 ou cirurgia bariátrica para o adolescente com obesidade grave” com Louise Cominato e Renata Machado Pinto é o debate que o ambulatório de obesidade pediátrica está travando sem protocolo claro. Semaglutida em adolescentes tem aprovação em alguns países, dados de segurança em extensão limitada e uma questão não resolvida sobre o que acontece ao parar o medicamento em paciente que ainda está crescendo. A cirurgia bariátrica tem evidência de longo prazo melhor em desfechos metabólicos, mas com complicações nutricionais que o endocrinologista pediátrico vai gerenciar por anos. Nenhuma das duas respostas é simples — e o EBEP coloca as duas palestrantes em debate direto exatamente porque a decisão não está nos guidelines ainda. O bloco de MASH/MASLD pediátrico com Natalia Guidorizzi fecha o tema obesidade com urgência real: esteatohepatite em criança é achado ultrassonográfico frequente que a maioria dos pediatras não sabe quando escalar para intervenção e quando observar.

    Vitor Louzado

    Vitor Louzado

    O autor: Vitor Louzado é jornalista e fotógrafo com mais de 35 anos de experiência profissional. Atuou em jornais e revistas estaduais e nacionais, além de assessorias de imprensa e coberturas oficiais do Poder Executivo no Brasil e no exterior. Fundador dos sites passelivre.click e eventosmedicos.passelivre.click, Louzado produz conteúdos digitais combinando jornalismo de qualidade com insights de marketing digital. Mais informações: https://br.linkedin.com/in/vitorhugolouzado

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