Trabalhos Científicos
- Data Limite: 17/06/2026 às 23:59:00
- Data do Resultado: 01/07/2026
- Idioma: Português
Já está confirmado: o Cirurgia 2026: robótica, SADIS e inovação em hérnias (Belo Horizonte/MG) acontecerá em 2026. As atividades terão início às 08H, sediadas no Centro de Convenções e Eventos da Associação Médica de Minas, em Belo Horizonte/MG.
TRANSPALB, células-tronco no saco herniário, SADIS, OAGB e telemedicina cirúrgica em debate
A descoberta de células-tronco no saco herniário abre o Congresso Cirurgia 2026 da Fupec com uma pergunta que divide os serviços: o reparo autólogo com prótese biológica derivada do próprio tecido herniário é paradigma consolidado ou ainda especulação clínica? Cassio Gontijo apresenta a dimensão regenerativa do saco herniário — e a resposta não é retórica.
O bloco seguinte coloca na mesa o debate mesh-free que o Herniasurge 2023 reacendeu internacionalmente: TRANSPALB, Shouldice e Desarda lado a lado, com Alvaro Cota Carvalho situando cada técnica no panorama atual e Lourival Ferreira no papel de debatedor. Para quem opera hérnias inguinais e ainda resolve a indicação por preferência técnica pessoal, esse é o momento em que os dados confrontam o hábito. A tarde do mesmo dia endurece o nível: toxina botulínica e pneumoperitônio nas hérnias complexas com Gustavo Soares Pereira, avaliação radiológica pré-operatória com Raphael Guedes, e pré-habilitação multimodal com Daniel Paulino Santana — protocolo que poucos serviços brasileiros implementaram de forma sistemática mas que já muda o desfecho em incisionais volumosas.
O bloco de obesidade cirúrgica concentra o que há de mais tecnicamente tenso na programação do segundo dia. BTI, SADIS e OAGB entram na mesa de atualizações não como novidades de congresso, mas como técnicas que já chegaram a serviços de referência e precisam de critério de indicação claro. A pergunta “qual técnica indicaria — ou não indicaria — e por quê” com casos clínicos reais é o formato mais honesto possível para esse debate: força o cirurgião a expor o raciocínio antes de ouvir o debatedor. Bernardo Nalon Pereira Rivello fecha o bloco. As complicações tardias aparecem na sequência com o mesmo peso das indicações — porque SADIS e OAGB têm perfis de risco distintos em reganho ponderal, deficiências nutricionais e reoperação que o follow-up de médio prazo já começa a mostrar com mais clareza.
A mesa de DST e proctologia no terceiro dia é uma das mais densas do congresso em termos de atualização epidemiológica imediata. O ressurgimento da sífilis e do linfogranuloma venéreo no contexto de PrEP e PEP muda o diferencial diagnóstico de proctites que o cirurgião geral vê na emergência sem reconhecer. A anuscopia de alta resolução e o papel atual da vacinação anti-HPV entram na discussão não como triagem de infectologista — mas como parte do protocolo do proctologista que opera condilomatose e rastreia lesões precursoras. O bloco de urgências perineais é ainda mais prático: Gangrena de Fournier com fluxograma de decisão no pronto-socorro, hemorragia diverticular fulminante, corpos estranhos anorretais — casos que chegam na madrugada sem protocolo impresso na parede e onde a decisão de drenar localmente ou acionar centro cirúrgico define o desfecho.
A telemedicina cirúrgica aparece distribuída em dois blocos distintos — Mesa 50 (teleatendimento: ética, limites, método e resultados) e Mesa 15 (saúde digital e uso ético de IA) — e é aqui que o tema central do congresso encontra sua substância real. O paradoxo da proximidade digital que a programação anuncia tem respaldo concreto na discussão sobre LGPD aplicada ao dado cirúrgico, uso de plataformas inteligentes no ensino médico e combate à desinformação em saúde com Cristiano Xavier Lima. Não é debate filosófico sobre humanização. É como o cirurgião estrutura o teleatendimento pós-operatório sem violar dado sensível, como documenta a teleconsulta de seguimento de hernioplastia complexa, e como decide quando o paciente que está a 400km precisa ser transferido ou pode ser conduzido remotamente — decisão que a regulação médica e o SAMU também colocam na mesa na sequência direta.
NR: atualizado em 13 de abril de 2026
Explorar mais: Este evento faz parte do nosso acervo de Congressos de Cirurgia e do calendário de eventos médicos em MG.
NR: Nossa equipe analisou a programação científica do Cirurgia 2026: robótica, SADIS e inovação em hérnias (Belo Horizonte/MG) e selecionou os eixos que definem o futuro da especialidade. Esta seleção reflete uma perspectiva focada em pesquisadores com forte trânsito entre a bancada de laboratório e a prática clínica. Vale ressaltar que a lista fornecida é composta por nomes de altíssimo calibre, e outros profissionais presentes também teriam mérito absoluto para compor um painel de qualquer congresso internacional de alto nível.
