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EuroBrazil 2026 coloca o intensivista frente a frente com quem escreve as diretrizes (São Paulo/SP)

Trabalhos Científicos

  • Data Limite: 15/03/2026 às 23:59:00
  • Data do Resultado: 30/03/2026
  • Idioma: Inglês
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Já está confirmado: o EuroBrazil 2026 coloca o intensivista frente a frente com quem escreve as diretrizes (São Paulo/SP) acontecerá em 2026. As atividades terão início às 08h30, sediadas no Grand Mercure São Paulo Ibirapuera, em São Paulo/SP.

4 min de leitura

Congresso estruturado para discutir diretrizes em tempo real

Mais do que atualização, o EuroBrazil se posiciona como um ambiente onde diretrizes ainda em consolidação entram em debate direto com quem está na UTI. Um exemplo claro está já na abertura: sessões que analisam os destaques das possíveis diretrizes da ESICM para choque em 2025, confrontadas com recomendações brasileiras no mesmo bloco de discussão.

Essa sobreposição entre guideline internacional e prática local não aparece como teoria — ela é testada em tempo real, com discussões sobre integração de variáveis hemodinâmicas, avaliação de tônus vascular à beira-leito e uso prático da monitorização no choque séptico.

Sepse no centro da agenda — com participação de quem define os consensos

A sepse ganha protagonismo com um diferencial concreto: a presença direta de autores envolvidos no novo consenso internacional. Isso muda o nível da discussão, que deixa de ser interpretativa e passa a ser autoral.

Ao longo da programação, a abordagem vai além do protocolo clássico e entra em temas como: Fenotipagem da sepse e impacto na escolha antimicrobiana; Aplicações de diagnósticos complementares em pacientes sépticos; Estratégias para cenários de choque refratário e Preparação para futuras pandemias.

Há ainda sessões específicas de discussão interativa com casos clínicos, incluindo decisões críticas como início de vasopressores e manejo de incerteza diagnóstica precoce.

Ventilação mecânica e ARDS com foco em decisões difíceis

A trilha de ventilação mecânica não se limita ao básico. Ela parte de problemas que geram erro clínico, como os mimetizadores de ARDS, e avança para decisões complexas como  ajuste de PEEP baseado em recrutabilidade pulmonar, manejo da hipoxemia refratária antes da ECMO e monitorização da mecânica respiratória à beira-leito.  Casos interativos aprofundam cenários como assincronia paciente-ventilador e hipercapnia em ARDS moderada, com análise prática de condutas.

Neurointensivismo e falência orgânica sob perspectiva integrada

A programação também evidencia um movimento importante da terapia intensiva: a integração entre sistemas.

Sessões sobre injúria cerebral aguda abordam desde controle da pressão intracraniana até prognóstico em lesões graves, enquanto outros blocos conectam órgãos em falência simultânea. Entre eles: Interação entre pulmão, rim e sistema cardiovascular; Lesão renal induzida por ventilação (VIKI); Biomarcadores na injúria renal aguda. A discussão sobre suporte multiorgânico aparece em conferências específicas, incluindo troca plasmática e suporte extracorpóreo em doença hepática.

60 especialistas e um modelo baseado em confronto de prática

O EuroBrazil reúne 60 convidados, com forte presença internacional — nomes da Itália, Bélgica, França, Reino Unido, Suécia, Espanha, Suíça e Países Baixos — além de referências brasileiras distribuídas por diferentes estados.

O formato não privilegia palestras isoladas. Ele se estrutura em  sessões temáticas paralelas, discussões de casos clínicos em tempo real, encontros “Meet the Experts” com foco em tomada de decisão e whiteboard sessions voltadas à prática bedside. Esse desenho favorece um tipo de aprendizado mais próximo da realidade da UTI: menos exposição e mais confronto entre condutas.

O que diferencia o EuroBrazil dentro do calendário da terapia intensiva

Enquanto muitos congressos priorizam atualização linear, o EuroBrazil aposta em um modelo mais exigente: colocar o intensivista diante de decisões sem resposta única.

A combinação entre diretrizes em construção, discussão com autores de consensos e análise de casos complexos transforma o evento em algo mais próximo de um laboratório clínico do que de um congresso tradicional.

Para quem atua em terapia intensiva, o valor está justamente nesse ponto: sair com menos certezas prontas — e mais critérios para decidir sob pressão.

O autor: Vitor Louzado é jornalista e fotógrafo com mais de 35 anos de experiência profissional. Atuou em jornais e revistas estaduais e nacionais, além de assessorias de imprensa e coberturas oficiais do Poder Executivo no Brasil e no exterior. Fundador dos sites passelivre.click e eventosmedicos.passelivre.click, Louzado produz conteúdos digitais combinando jornalismo de qualidade com insights de marketing digital. Mais informações: https://br.linkedin.com/in/vitorhugolouzado

 

NR: Nossa equipe analisou a programação científica do EuroBrazil 2026 coloca o intensivista frente a frente com quem escreve as diretrizes (São Paulo/SP) e selecionou os eixos que definem o futuro da especialidade. Esta seleção reflete uma perspectiva focada em pesquisadores com forte trânsito entre a bancada de laboratório e a prática clínica. Vale ressaltar que a lista fornecida é composta por nomes de altíssimo calibre, e outros profissionais presentes também teriam mérito absoluto para compor um painel de qualquer congresso internacional de alto nível.

EuroBrazil 2026 coloca o intensivista frente a frente com quem escreve as diretrizes
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