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Retina 2026: O rastro de IA, biossimilares e desmontagem de protocolos de degeneração macular em São Paulo

    Já está confirmado: o Retina 2026: O rastro de IA, biossimilares e desmontagem de protocolos de degeneração macular em São Paulo acontecerá em 2026. As atividades terão início às 12h15, sediadas no Transamerica Expo Center, em São Paulo/SP.

    Retina 2026 50º congresso SBRV cirurgia vitreorretiniana maculopatias diabéticas AMD

    O deslocamento de 15% a 20% no número médio de injeções de anti‑VEGF por ano em desenhos reais‑world, mesmo com esquema treat‑and‑extend, é o que move o Retina 2026 em São Paulo. O evento, 50º congresso da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo (SBRV), não disfarça mais a saturação do modelo “injetar‑toda‑mudança‑de‑prognóstico” e usa o Jubileu de Ouro da instituição para expor o gap entre o que os protocolos de fase 3 mostram e o que o consultório vê em DME, DMRI exsudativa e atrofia geográfica progressiva.

    A pressão vem tanto de dados de acesso limitado a agentes de alta gama, quanto da chegada de biosimilar ranibizumabe, estudos de Eylea 8 mg, e dispositivos de IA para tomografia de coerência óptica que já recomendam, em vez de apenas mostrar, o próximo janela de injeção ou troca de agente.

    PAINEL CIENTÍFICO

    Programação Completa e Atualizada em Tempo Real com os últimos painéis científicos.

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    INSCRIÇÕES

    Investimento: R$ 1.200 e R$ 5.800

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    LOGÍSTICA

    17 de abril de 2026
    Transamerica Expo Center
    São Paulo/SP

    TRABALHOS CIENTÍFICOS

    Até autores

    CONSULTAR NORMAS

    Prazo: 26/02/2026

    🚫 Submissões Encerradas

    Informações Institucionais

    Nota: Clique no nome da entidade para visualizar a agenda completa de eventos desta instituição.

    A programação torna explícita a tensão entre protocolos de curta duração e pacientes que não seguem o ideal de follow‑up. Os painéis de “Frank Sinatra International Surgical Symposium”, “DME & Diabetic Retinopathy Panel” e “Wet and Dry AMD Mini Symposium” não se contentam com sobreposição de gráficos de VA e CST, mas discutem o “paradoxo” de drops de resposta após 12 a 16 meses, recorrência de edema em bolhas maculares, e falhas de detecção de microaneurismas isolados em OCT convencional.

    O uso de vídeos de “Best Video Challenging Surgery” e sessões de “My Worst Nightmare at Surgical Room” desnuda o custo de subestimar variáveis como guia vitreoretiniana residual, interface epirretiniana aparentemente estável e cânula de sutura em maculopatias hereditárias. A plateia sai com menos certeza de que o “next step” é sempre mais uma injeção e mais evidência de que o “next step” é reavaliação de adesão, imagem de extensão, comorbidade sistêmica e, em alguns casos, injeção de troca de mecanismo, não apenas dose.

    Inteligência Artificial e doenças retinianas hereditárias entram na agenda como ferramentas de corte, não apenas de conforto. Os painéis de IA aplicada ao diagnóstico de distrofias e atrofias não falam de “futuro” mas de hoje, mostrando modelos treinados em OCT de fundus autofluorescência que já detectam perda de fotorreceptores antes da queda de Snellen, e propõem estágios de intervenção farmacológica baseados em perda de volume de camada neural externa, não em edema visível.

    A sessão dedicada a IRDs, com foco em Stargardt e outras distrofias, traz terapias emergentes que não são melaninos competitivos de anti‑VEGF, mas moduladores de via do complemento, terapia gênica e pequenas moléculas com perfil de segurança diferente, que obrigam o cirurgião a entender o padrão de atrofia de dois anos antes de escolher o primeiro agente. O congresso não mitiza a IA, mas a coloca como filtro de “ruído” em imagens de alta resolução, cortando excesso de biópsia digital e apontando exatamente onde o médico deve gastar tempo de análise.

    A articulação entre inovação técnica e consultório ganha contorno em “What do you need to know to run an office”, painel que traduz números de break‑even, taxa de retorno de investimento em OCT‑A e custo de ciclo de injeções por especialista em termos do volume de consultas necessárias para manter o centro de retina. O debate sobre biossimilar ranibizumabe, Eylea 8 mg, pegcetacoplan para GA e ranivisio no Brasil não é apenas clínico, mas econômico: o que muda no fluxo de caixa de uma clínica quando a troca de um biológico por um biossimilar permite manter 10% mais pacientes com regime de longa duração sem aumentar o teto de custo. O Retina 2026 termina dizendo, mesmo sem frases de marketing, que a novidade de 2026 não é um novo nome de molécula, mas a reconfiguração do consultório em torno de um conjunto de IA, biossimilares, e revisão de protocolos de degeneração macular que, em vez de paute o número de injeções, paute a estabilidade anatômica e funcional sustentável ao longo de ciclos de 3 a 5 anos.

    Aplicativo do evento disponível nas lojas Apple Store e Google Play

    NR: Conteúdo atualizado em 12 de abril de 2026

    Vitor Louzado

    Vitor Louzado

    O autor: Vitor Louzado é jornalista e fotógrafo com mais de 35 anos de experiência profissional. Atuou em jornais e revistas estaduais e nacionais, além de assessorias de imprensa e coberturas oficiais do Poder Executivo no Brasil e no exterior. Fundador dos sites passelivre.click e eventosmedicos.passelivre.click, Louzado produz conteúdos digitais combinando jornalismo de qualidade com insights de marketing digital. Mais informações: https://br.linkedin.com/in/vitorhugolouzado

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