Trabalhos Científicos
- Data Limite: 02/05/2026 às 23:59:00
- Data do Resultado: 26/05/2026
- Idioma: Inglês
Já está confirmado: o BCTRIMS 2026: Estudos globais impulsionam neuroimunologia clínica (Foz do Iguaçu/PR) acontecerá em 2026. As atividades terão início às 13H, sediadas no Hotel Recanto Cataratas, em Foz do Iguaçu/PR.
Esclerose múltipla e doenças desmielinizantes no BCTRIMS 2026
A palavra “global” é usada com tanta frequência em congressos médicos que perdeu quase todo o peso descritivo. No BCTRIMS 2026, ela aparece com uma função mais precisa: nomear o problema de transformar conhecimento disperso em condutas aplicáveis em realidades assistenciais que não se parecem entre si.
O que a programação científica revela, antes de qualquer palestrante ou sessão específica, é uma aposta metodológica. Mecanismos fisiopatológicos, biomarcadores moleculares, neuroimagem avançada e novas abordagens terapêuticas não estão distribuídos em trilhas paralelas — estão reunidos dentro de uma mesma discussão clínica. Para quem acompanha esclerose múltipla, NMOSD, MOGAD e encefalites autoimunes, essa integração não é detalhe de formatação. A interpretação de exames e a tomada de decisão terapêutica nessas condições dependem, cada vez mais, de cruzar dados biológicos com observação clínica em tempo real.
Há uma mudança de ênfase que vale registrar. O debate não fica contido no desenvolvimento científico. Ele avança para a capacidade de aplicar esse conhecimento fora dos centros de referência. O destaque dado ao acesso equitativo ao diagnóstico, ao cuidado multidisciplinar e à implementação de avanços no mundo real reflete uma preocupação que o neurologista assistencial reconhece imediatamente: muitos dos desafios contemporâneos da neuroimunologia não derivam da ausência de informação científica. O problema está na distância entre a produção do conhecimento e sua incorporação efetiva ao cuidado — e essa distância raramente aparece nos abstracts.
A formação de jovens neurologistas e pesquisadores ocupa espaço estrutural na grade, não decorativo. Sessões interativas, mentorias e discussões sobre liderança, pensamento crítico e fundamentos éticos indicam o reconhecimento de que a neuroimunologia enfrenta desafios que ultrapassam a geração de evidências. Em um campo marcado por expansão diagnóstica acelerada — MOGAD foi individualizada como entidade há menos de uma década — formar profissionais capazes de interpretar evidências contraditórias e sustentar decisões éticas em contexto de incerteza pode ser tão estratégico quanto desenvolver novas intervenções.
Top 5 Palestrantes
Maria Trojano (Itália) — Uma das pesquisadoras com maior contribuição para a construção de bancos de dados internacionais em esclerose múltipla, com participação relevante em sessões da European Charcot Foundation no congresso. Sua trajetória em estudos de vida real posiciona seu trabalho como referência para quem precisa traduzir dados de eficácia clínica em decisões terapêuticas fora do ambiente controlado dos trials.
Daniel Ontaneda (Estados Unidos) — Especialista em neuroimagem aplicada à EM e pesquisa clínica, com atuação no fórum de liderança e em sessões de avaliação de casos de ressonância magnética. Ontaneda representa a geração de pesquisadores que recusa a separação entre ciência básica e decisão clínica — e sua presença nas discussões sobre formação de líderes médicos é tão relevante quanto sua participação técnica.
Anu Jacob (Emirados Árabes Unidos) — Referência internacional no espectro NMOSD/MOGAD, com participação em sessão “Meet the Expert” e em discussões sobre o paradoxo fenotípico e o enigma do NMOSD duplo-negativo. O manejo dessas condições exige precisão diagnóstica que ainda está em construção coletiva — e Jacob é um dos pesquisadores que está construindo.
Marco Lana-Peixoto (Brasil) — Uma das vozes mais consistentes na neuroimunologia latino-americana, com liderança histórica na análise de critérios diagnósticos e na discussão sobre nomenclatura das doenças desmielinizantes. Sua atuação no congresso ancora o debate internacional à realidade clínica e epidemiológica brasileira, que não é uma versão simplificada do que se vê nos centros europeus.
Douglas Kazutoshi Sato (Brasil) — Especialista com produção relevante em MOGAD e doenças desmielinizantes pediátricas, atuando como presidente de sessões e palestrante sobre a face global da MOGAD. Em uma condição cujo espectro clínico ainda surpreende neurologistas experientes, sua contribuição para a compreensão da epidemiologia e dos fenótipos da doença é referência obrigatória para quem atende esses pacientes.
NR: (1) A seleção acima foi elaborada com base na análise da programação científica do BCTRIMS 2026 e reflete critérios editoriais próprios — não uma hierarquia oficial do congresso. Outros profissionais presentes têm produção e trajetória que os credenciariam igualmente a qualquer um desses lugares.
(2) Conteúdo atualizado em 8 de junho de 2026.
Explorar mais: Este evento faz parte do nosso acervo de Congressos de Neurologia e do calendário de eventos médicos em PR.
NR: Nossa equipe analisou a programação científica do BCTRIMS 2026: Estudos globais impulsionam neuroimunologia clínica (Foz do Iguaçu/PR) e selecionou os eixos que definem o futuro da especialidade. Esta seleção reflete uma perspectiva focada em pesquisadores com forte trânsito entre a bancada de laboratório e a prática clínica. Vale ressaltar que a lista fornecida é composta por nomes de altíssimo calibre, e outros profissionais presentes também teriam mérito absoluto para compor um painel de qualquer congresso internacional de alto nível.
